Nelore Gironda
Fazenda São Luiz
Histórico

Fazenda São Luiz

Mais de 130 anos de história. 8 gerações. Uma fazenda que nunca parou de evoluir.

É um orgulho para a fazenda ter sido sempre referência de lugar bom de se trabalhar, onde os funcionários sempre foram respeitados e reconhecidos e sempre reinou um clima de confiança e satisfação. É nossa meta honrar esta tradição e dar continuidade ao trabalho sério e competente que vem sendo realizado há muitos anos e por 8 gerações da mesma família.

Além da criação de Nelore PO, também mantemos uma criação de ovinos da raça Hampshire Down — originalmente apenas para consumo próprio, já faz algum tempo vem sendo também uma fonte de renda para a propriedade.

Linha do Tempo
Séc. XVIII

As Origens

As terras onde se encontra a Fazenda São Luiz pertenciam a uma sesmaria conhecida como Lageado ou Dois Irmãos. Foram adquiridas no final do século 18 ou início do século 19 por Luiz Antonio de Souza Diniz e sua esposa Anna Claudina Diniz Junqueira — eram 70.000 alqueires de terra. Parte desta terra coube por herança a um neto do casal, Luiz Antonio Junqueira, que desbravou os sertões, tornou-se grande proprietário e plantou muito café. O município onde se localiza a fazenda chama-se Luís Antônio em sua homenagem.

c. 1890

Abertura da Fazenda

A Fazenda São Luiz foi aberta por João Melchiades Junqueira, filho do Cel. Luiz Antonio Junqueira. Quando chegou à idade adulta, o pai lhe entregou esta gleba de terra para que abrisse uma fazenda. A terra ainda se mantinha virgem e intacta, coberta de florestas — exigiu muita determinação. Ele teve que limpar o terreno, plantar o café e construir todas as benfeitorias com poucos recursos. Em 1893 casou-se com sua prima, Maria Augusta, que se tornou sua grande aliada na formação da fazenda. A última casa a ser construída foi a sede definitiva, uma casa ampla e confortável, em 1911.

Vista da Fazenda São Luiz
1911

A Estação "Gironda"

Em 1911 chegou a estrada de ferro. Foi construído o ramal Jatay da Estrada de Ferro Mogiana para servir a região. Era a Estação Gironda que atendia a fazenda — provavelmente o terreno para a construção da estação foi doado por João Melchiades. Daí em diante muita gente passou a chamar de Gironda a Fazenda São Luiz.

Saiba mais sobre a Estação Gironda →
1929 – 1945

Iracema e Lincoln de Azevedo

João Melchiades faleceu em 1929, deixando a fazenda para a viúva e para a única filha do casal, Iracema, casada com Lincoln de Azevedo. Na administração de Lincoln foi introduzida a criação de gado — tanto para o leite como para o corte. A fazenda forneceu leite para a Nestlé por mais de 50 anos. Em 1943, cansados da lida, Lincoln e Iracema se associaram ao genro José Villela de Andrade Junior. Em 1945 efetuaram a venda completa da fazenda para ele e sua esposa Maria Regina.

1945 – 2000

Dr. José Villela

Dr. José Villela administrou a fazenda até o ano 2000. A fazenda passou por diversos ciclos: no começo a atividade única era o café; na administração de Lincoln foi introduzida a criação de gado Nelore cara limpa de boa procedência. A cana-de-açúcar tornou-se atividade quase única na região. A partir de 1978 foi feita uma parceria com a Usina Moreno, que permanece até hoje. O café foi completamente erradicado somente na década de 90 e o leite comercial no ano 2013.

Rebanho da Fazenda São Luiz
2001 – presente

Cecília e a Era do Nelore PO

Com o falecimento de Dr. José Villela, a filha Cecília Villela de Andrade Teixeira de Barros assumiu a fazenda em 19 de março de 2001. Veio então o projeto de uma criação PO. Os técnicos da ABCZ vieram registrar o gado. Foram compradas matrizes PO e logo em seguida uma vacada PO do Rancho da Matinha, com inseminação artificial. Cecília e seu filho José Roberto aprofundaram-se em cursos, como o Curso de Julgamento da ABCZ. Em 2004 nasceram os primeiros produtos PO Nelore Gironda. Passados todos esses anos, a fazenda já é reconhecida como tendo um rebanho diferenciado, como se constata pelos gráficos de avaliações genéticas. Desde 2006 a fazenda tem uma criação de gado Nelore PO reconhecida e respeitada no meio.